“MÃE GELADEIRA”, MAS QUE HISTÓRIA É ESSA?
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“MÃE GELADEIRA”, MAS QUE HISTÓRIA É ESSA?

“MÃE GELADEIRA”, MAS QUE HISTÓRIA É ESSA?

O termo “mãe gelada” surgiu como uma explicação para a causa do Autismo em 1949. Indicando que as relações pouco afetuos são a justificativa pelo surgimento do autismo em crianças. Leo Kanner, psiquiatra austríaco relata em seu material que as mães mantiam as crianças em “Gel que não degela”, se referindo a crianças que eram pouco amadas. Com isso, o médico levanta a hipótese da culpabilização materna pelo autismo do filho. Conforme o tempo ia passando, na história do autismo se fortalecia a ideia de que as relações familiares, mais especificadamente a relação materna seria a causa deste fenômeno chamado autismo.

Embora esse termo seja antigo e já existam muitas explicações sobre as causas do autismo que enfraquecem a ideia de culpa materna, ainda assim é discutido o assunto na contemporaneidade. Importante lembrar que existem diversos estudos que refutam essa ideia, explicando que principalmente influências genéticas herdadas são a causa, sem apoio à contribuição dos efeitos maternos. Ainda é necessário muitos estudos e pesquisas relacionadas a área e pessoas que apoiem a causa, contribuindo para a quebra de paradigmas que estão associados ao autismo, como essa mãe da geladeira.

Sendo assim, esse termo contribuí para o aumento do sentimento de culpa que as mães apresentam frente as dificuldades de seus filhos autistas nos dias atuais.
Vocês já conheciam esse MITO de culpabilização materna que iniciou com o termo “mãe gelada”?

Fontes: LOPES, Bruna Alves. (2020). Autismo, Narrativas Maternas e Ativismo dos Anos 1970 a 2008. Revista Brasileira de Educação Especial.
PORTAL, Karoline. (2020). Autismo e agora? Um recomeço. Para pais e familiares de pessoas com o Transtorno do Espectro Autista. E-book.
Bai, D., Yip, BHK e Windham, GC (2019). Associação de fatores genéticos e ambientais ao autismo em uma coorte de 5 países. JAMA Psychiatry.

Portal Karoline
Psicóloga
CRP 07/33689



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